Estação da Música - Notas Para Sonhar
Dom, 01 de Agosto de 2010
Primeiras Notas

Artistas em Destaque

Discos: 1
Músicas: 10
Segredos da Palavra Manhã
Discos: 1
Músicas: 15
Poeta da Voz
Discos: 1
Amoroso
Discos: 1
Músicas: 12
Rancho da Praça Onze
Vinil - A Longa Vida do Prazer E-mail
Memória Afetiva da Música
Escrito por Raí T. Rio   
O Disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play (abreviatura LP) é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usa um material plástico de mesmo nome. Trata-se de uma bolacha de material plástico, usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se, na verdade, de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar, essa vibração é transformada em sinal elétrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música). O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção.
Vinil - A Longa Vida do Prazer
A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha. O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio. Mas são melhores principalmente pela reprodução de um número maior de músicas (ao invés de uma canção por face do disco) e finalmente pela sua excelente qualidade sonora. A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CD) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, provocando o ocaso (fato não consumado) dos discos de vinil. Eles ficaram obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX.
Vinil - A Longa Vida do Prazer
No Brasil, os LP's em escala comercial foram comercializados até meados de 2001, mas alguns audiófilos  continuaram preferindo o vinil, dizendo ser um meio de armazenamento mais fiel que o CD. Embora o CD tenha tomado o lugar de destaque do LP , já que teve ampla aceitação devido sua praticidade, seu tamanho reduzido e som livre de ruídos, a propaganda da nova midia que previa o fim inevitável do vinil foi exagerada e o velho e bom disco de vinil continua na ativa. Entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CD, DVD e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as freqüências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmônicos, ecos, batidas graves, "naturalidade" e espacialidade do som. No entanto estas justificativas não são tecnicamente infundadas, visto que a faixa dinâmica e resposta do CD não supera em todos os quesitos as do vinil. Especialmente quanto se trata de nuances que nos sistemas digitais são simulados através de técnicas de dithering.
Até hoje ainda são fabricados LP's e toca-discos, que ainda são objetos de relíquia e estima para audiófilos e entusiastas de música em geral. Uma curiosidade: o disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser tocado. Ele rodando no prato do toca-disco, mesmo sem a amplificação do som, emite o som da música. Para  ouvir este detalhe, basta aproximar os ouvidos do disco e se conseguirá ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia na vibração da agulha no sulco (espiralado, como um velódromo, tendendo ao infinito como uma linha reta) dentro das ranhuras, que nada mais são do que a representação freqüencial do áudio em questão.
 
Mercedes Sosa - A Política do Canto E-mail
Gênios da Música
Escrito por Raí T. Rio   
Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán em 9 de julho de 1935  (dia da declaração de independência da Argentina) e faleceu em Buenos Aires, na mesma Argentina em que nasceu, no dia 4 de outubro de 2009. Cantora com raízes na música folclórica argentina, ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva Canción (Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, estavam a frente deste movimento). Apelidada de La Negra pelos fãs devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), ficou conhecida como a voz dos "sem voz". Foi criada durante o governo de Juan Domingo Perón e sofrendo - como quase todos da sua geração - uma influência muito grande de Eva Perón, Sosa cresceu embalada pela ideologia peronista. Devemos nos lembrar que o peronismo era então difundido nas escolas e nos meios de comunicação, como a imprensa, o cinema e o rádio.

Mercedes Sosa

Iniciou sua carreira nos anos 1950, aos quinze anos de idade, quando venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal. Em 1959 gravou seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se tornasse conhecida entre os povos indígenas de seu país. Em 1965, lançou o aclamado Canciones, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 fez uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtéeve imenso sucesso. No ano de 1970 gravou Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 gravou um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção "Gracias a la vida".
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