Estação da Música - Notas Para Sonhar
Ter, 07 de Setembro de 2010
Vinil - A Longa Vida do Prazer E-mail
Memória Afetiva da Música
Escrito por Raí T. Rio   
O Disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play (abreviatura LP) é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usa um material plástico de mesmo nome. Trata-se de uma bolacha de material plástico, usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se, na verdade, de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar, essa vibração é transformada em sinal elétrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música). O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção.
Vinil - A Longa Vida do Prazer
A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha. O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio. Mas são melhores principalmente pela reprodução de um número maior de músicas (ao invés de uma canção por face do disco) e finalmente pela sua excelente qualidade sonora. A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CD) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, provocando o ocaso (fato não consumado) dos discos de vinil. Eles ficaram obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX.
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Abilio Manoel


Pena Verde, Luso Canto
Abilio Manoel Robalo Pedro, nasceu português, na linda Lisboa de 1947, mais precisamente no dia 3 de fevereiro. Mudou-se para o Brasil e aqui tornou-se artista: cantor, compositor e produtor musical. Abilio também foi radialista, publicitário, diretor de cinema, operador de áudio e compositor de jingles e trilhas sonoras, função que exerceu nos últimos tempos. Iniciou sua carreira artística em 1966, quando se preparava para ingressar na faculdade de física, na Universidade de São Paulo. Começou se apresentando no programa Show do Meio-Dia, apresentado por Pagano Sobrinho na TV Excelsior. No ano de 1967 foi convidado para representar a USP no I Festival Latino-América de la Canción Universitaria, em Santiago (Chile), no qual conquistou o prêmio de melhor compositor, graças à canção "Minha Rua". Logo a popularidade no meio universitário chegou aos meios de comunicação, e, ainda em 1967, foi convidado a participar do programa de Hebe Camargo, de grande audiência, onde cantou três músicas. Essa apresentação lhe trouxe o primeiro contrato, com a gravadora Odeon, pela qual gravaria, no ano seguinte, seu primeiro LP, com direção musical de Milton Miranda e arranjos e regência de Edmundo Peruzzi, a ser lançado em 1969.
Abilio Manoel
Em 1968, concorreu no festival da TV Excelsior — com a música "Quem Dera..." — e no Festival Internacional da Canção — com "Catavento". Depois veio o I Festival Universitário da TV Tupi, do qual participou com "Samba de Roda" e "Tudo Bem, Tudo Certo" — seu primeiro compacto simples. Em 1969, venceu o II Festival Universitário (TV Tupi), com "Pena Verde" — talvez seu maior sucesso, cujo compacto-simples alcançaria o topo das paradas em 1970, tornando-o conhecido em todo o país. Essa canção foi gravada em francês por Marie Laforet. Abilio Manoel morreu de infarto aos 63 anos, quando terminava suas férias na Bahia, na cidade de  Itacaré, justamente quando e se preparava para voltar à ativa.
Abilio Manoel

Abilio Manoel gravou 8 LPs, 2 CDs, 22 compactos simples e 10 compactos duplos, em várias gravadoras, como sejam:

Abilio Manoel
LP´s:

* Abilio Manoel (1969)- Odeon
* Pena Verde (1970) - Odeon
* Entre nós (1972) - Odeon
* Velho de Guerra (1973) - Odeon
* América Morena (1976) - Som Livre
* Becos & Saídas (1978) - Som Livre
* Curso das Águas (1984) - RCA
* Voando Baixo CD (1997) - Studio America
* 20 Sucessos de Abilio Manoel CD (1999) - EMI
* Andréa - Coletânea de Abilio Manoel CD (1982)- EMI -Fenix

Abilio ManoelCompactos Simples:

* 1968 Glorinha / Minha rua – Odeon DP-401
* 1968 Minha rua / Seu guarda – Odeon 7B-321
* 1968 Samba de roda / Tudo bem, tudo certo
* 1969 Cata-vento / Arco-íris / – Odeon 7B-385
* 1969 Pena verde / Moça bonita – Odeon 7B-415
* 1970 Andréa/ Cavaleiro Andante – Odeon 7B-463
* 1971 Tudo Azul na América do Sul / Rico sem Dinheiro – Odeon
* 1973 Que menina, que graça / Diz que estava – Odeon S7B-657
* 1972 Não nasci para ser herói / Pois é, sei lá – Odeon 7B-579
* 1972 Se eu fosse rei / Doce Cilia – Odeon 7B-609
* 1973 Bom dia amigo / Se eu fosse rei – Odeon S7B-685
* 1973 Bom dia amigo /Trem Fantasma - Odeon S7B-685
* 1974 A herança / Andina – Odeon S7B-740
* 1975 Quem avisa / Ilhéus – Som Livre 401.6074
* 1977 Nosotros / Reis & Folias - Som Livre 401.6099
* 1979 Menina da Bahia / As moças da minha rua – 401.6148
* 1981 Bloco da garoa / Pot-pourri Lábios de mel / Toda minha sede / Hino do carnaval brasileiro – Continental
* 1982 Princípio de tempestade / As estradas – RCA 101.0903

Abilio ManoelCompactos Duplos:

* 1979 Pena verde / Rico sem dinheiro / Tal hora tal lugar / Tua chegada / Luiza manequim 9
* 1969 Cata-vento / O norte, a linha / Arco-íris / Três apitos – Odeon 7BD-1183
* 1971 Tal Hora, Tal Lugar/Mais que Perfeito /Tudo Azul na América do Sul /Rico sem Dinheiro – Odeon – 7BD-1242
* 1974 Pena verde / Luiza manequim/ Andréa/ Tudo azul ... – Odeon – S7BD 1297
* 1981 Entrudo (Abílio -Halter Maia) / Noite vadia (tema do filme Pixote '‘)-John Neschling , Abílio Manoel /Bloco da garoa (Abílio Manoel) / 2-Pout-Pourri:a)Lábios de mel (Abílio Manoel)b)Toda minha sede (Abílio Manoel)c)Hino do carnaval brasileiro (Lamartine Babo) – Continental 1.01.201.296

Discos (1)
Músicas (12)
LP
Pena Verde
Abilio Manoel
Músicas 12 Comentários 0
4 de 54 de 54 de 54 de 54 de 5 / 0 de 50 de 50 de 50 de 50 de 5 Adicionado em Seg, 02 de Agosto de 2010 21:09
Lançamento: 1970
Formato: LP
Gravação: Estúdio
Duração: 33:55
Discos: 1
Gravadora: Odeon
Gênero: MPB
Preço: R$0.00
Catálogo: MOFB-3639

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Mercedes Sosa - A Política do Canto E-mail
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Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán em 9 de julho de 1935  (dia da declaração de independência da Argentina) e faleceu em Buenos Aires, na mesma Argentina em que nasceu, no dia 4 de outubro de 2009. Cantora com raízes na música folclórica argentina, ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva Canción (Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, estavam a frente deste movimento). Apelidada de La Negra pelos fãs devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), ficou conhecida como a voz dos "sem voz". Foi criada durante o governo de Juan Domingo Perón e sofrendo - como quase todos da sua geração - uma influência muito grande de Eva Perón, Sosa cresceu embalada pela ideologia peronista. Devemos nos lembrar que o peronismo era então difundido nas escolas e nos meios de comunicação, como a imprensa, o cinema e o rádio.

Mercedes Sosa

Iniciou sua carreira nos anos 1950, aos quinze anos de idade, quando venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal. Em 1959 gravou seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se tornasse conhecida entre os povos indígenas de seu país. Em 1965, lançou o aclamado Canciones, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 fez uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtéeve imenso sucesso. No ano de 1970 gravou Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 gravou um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção "Gracias a la vida".
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Luciano Pavarotti - Lirismo para todosO grande homem de Módena, um dos maiores expoentes da música lírica da segunda metade do século 20, foi um defensor árduo da aproximação da ópera - muito restrita à elite - do grande público. Conhecido por sua corpulência e mais pela sua grande capacidade vocal, o tenor italiano sempre fez uso de sua fama como cantor lírico para lotar parques e estádios em concertos. Até no Brasil, Luciano Pavarotti reuniu multidões. Filho de um padeiro do Exército italiano - de quem herdou o gosto pelo "bel-canto" - , Pavarotti foi incansável nesta luta em em popularizar a música lírica, mas recebeu críticas dos puristas, embora nem mesmo eles discutiram a força de sua voz, que chegou a bater um recorde mundial de aplausos, fato registrado no livro "Guiness". A estréia de Pavarotti na ópera se deu em 29 de abril de 1961, representando o Rodolfo da ópera "La Bohéme", na Itália. Nos Estados Unidos, a primeira apresentação foi em Miami, em 1965, substituindo um cantor que adoecera. No mesmo ano, voltou a fazer Rodolfo no Scalla de Milão, um dos maiores palcos da música lírica do mundo. Ainda no La Scala, fez outras memoráveis apresentações, mas atingiu seu grande êxito em Roma, no ano de 1969, cantando "I Lombardi" com Renata Scotto, encontro registrado em disco. Aliás, em disco, Pavarotti, teve em seus primeiros registros comerciais, um recital com obras de Donizetti, Verdi e árias como Don Sebastiano, gravados com excepcional qualidade.

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Edith Piaf - Forte canto, frágil vida E-mail
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Édith Giovanna Gassion, nasceu em 19 de dezembro de 1915 no bairro de Belleville na cidade de Paris e foi a mais talentosa cantora do estilo francês conhecido como chanson. Ficou conhecida primeiramente como La Môme Piaf por conta de seu descobridor que assim a chamou comparando-a a um pequeno pardal (piaf numa expressão francesa). Seu canto expressava (e até quis assim Raymond Asso, importante pessoa em sua vida artística) sua história de vida. Entre seus maiores sucessos estão "La Vie en Rose", gravado no ano de 1946, "Hymne à L'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, Je ne Regrette Rien", de 1960 (música que ela entendeu como perfeita para descrever sua vida e que gravou quando já estava bastante doente), entre tantos outros sucessos conhecidos em todo o mundo. Sua mãe Annetta Giovanna Maillard, era de ascendência italiana e, também artista, cantava nas ruas e em cafés, usando o pseudônimo de Line Marsa. Seu pai, separado da mãe pela guerra, chamava-se Louis-Alphonse Gassion e tinha como profissão principal a de contorcionista de circo, possivelmente por conta de não ter dado certo como ator. Ainda criança, Édith foi deixada por sua mãe - que pensava em obter sucesso em Constantinopla - com a avó materna, que não cuidava bem da menina. Pouco tempo depois, seu pai, voltando da guerra, encontrou-a enferma e tirou-a do convívio da avó materna, levando para a mãe dele cuidar da pequena Édith para que ele pudesse voltar a servir o Exército Francês. Este é um período marcante na vida de Piaf porque foi nesta época que ela conheceu Titine, prostituta que fez o papel que a mãe e as avós não conseguiram.

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