Letra
Quando o corpo vai prum lado e vai pro outro o coração cante que só passarinho jogue o corpo na canção que o coração vê caminho e os pés se movem no chão Sou cantador de Cajazeira E vim cantar a minha gente Gente que não foge do aço Gente que não corre de macho Nem de onça ou de mulher Venho cantar a minha gente Lá das bandas de Cajazeira Onde um coronel diz que é dono de tudo Coronel Fragoso Horroroso, viúvo, velho, e "varrigudo" Como dizia o bom Joaquim pelas ruas de Piancó Fazendo chacota dele Quando alguém dizia que em compensação Ele tinha a casa mais bonita da cidade Quero um cantinho nessa feira Prá eu cantar a minha gente Gente que não foge da terra Gente que não corre de guerra De arruaça e o que vier E não foge tampouco do coronel Fragoso De quem todo mundo corre E quase se borra de medo Quando ele vem subindo a jaqueira Enfezado com a debandada de sua gente Ou com a seca do sertão Quem quiser que venha ver meus causo Que eu conto com satisfação pra clarear as cabeças De bom pensar Sobre o acontecido em Cajazeira Lá onde um coronel diz que é bom que só Deus Porque dá metade pra quem planta e cuida do seu gado Quem quiser que venha ver se está tudo certo ou errado No meu causo acontecido Se gostar que faça uso e bom proveito Se não gostar continue deixando tudo esquecido |
Compositor(es)
Sergio Ricardo
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