Letra
Beleza só se tem, quando se acende a lamparina Iluminando a alma, se entende a própria sina E quando se vê o arame que amarra toda a gente Pendendo das estacas, sob um sol indiferente
Beleza só depois, de uma sangria desatada Aberta na ferida dos perigos do amor E quando se afasta a sombra triste do remorso Que faz olhar pra dentro para enfrentar a dor
Repara este silêncio que se estende na janela Repassa o teu passado e come o lixo que ele encerra Vagar sem remissão é também parte da questão Juntar estas migalhas para refazer o pão
Não é da natureza que ele surge confeitado Mas é desta tristeza, deste adubo de rancor Beleza é o temporal que suja e corta uma visão Esmaga qualquer sonho como um grito de pavor |
Compositor(es)
Fagner/Brandão
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